Ricardo Augusto Amaral Acioly, mais conhecido como Pardal, nasceu no Rio de Janeiro mas aos oito anos foi morar em Brasília. Ele vem de uma família dedicada ao tênis. Seu pai, Claudio, que faleceu em 2012, jogou até os 82 anos. Sua mãe, Teresinha competia em torneios oficiais sênior com destaque no circuito mundial da ITF. Sua carreira é uma das mais completas e bem-sucedidas do tênis brasileiro, tendo sido reconhecido internacionalmente como jogador, treinador, executivo, promotor de torneios e comentarista esportivo.
Foi um dos melhores jogadores brasileiros de sua faixa etária no juvenil, ganhou muitos títulos nacionais e foi finalista no Orange Bowl, considerado na época o Campeonato Mundial Juvenil. Ele então seguiu para o tênis universitário norte-americano, jogou na Universidade da Carolina do Sul, onde também foi capitão do time. Depois de se formar em Administração em 1985, Acioly seguiu para o profissional jogando até se aposentar em 1992.
No circuito da ATP, seus melhores desempenhos vieram nas duplas, não tendo passado da 228ª colocação em simples. Pardal se destacou como duplista, chegou a ser top 50, atingindo a 46ª posição em outubro de 1986. Ao todo, ele somou 52 vitórias e três títulos em nível ATP, o primeiro deles em Viena (1986) com Wojtek Fibak, o segundo em Genebra (1987) com Luiz Mattar e o último no Guarujá (1989) com Dácio Campos. Ele também representou o Brasil na Copa Davis entre 1987 e 1989 e também nos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul.
Depois de pendurar a raquete, Acioly se manteve ligado ao tênis e começou uma nova e vitoriosa carreira como técnico. Seu trabalho de maior destaque foi ao lado de Fernando Meligeni, ajudando o pupilo a alcançar a semifinal dos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e de Roland Garros (1999). Ele também foi treinador da argentina Gabriela Sabatini e capitão brasileiro na Copa Davis entre 1998 e 2003, ajudando a equipe a chegar na semifinal de 2000.