O mineiro Marcelo Pinheiro David de Melo começou a praticar tênis com 7 anos de idade, em Belo Horizonte, cidade onde nasceu, jogando no Minas Tênis Clube. O atleta faz parte de uma família apaixonada pelo esporte, seu irmão mais velho Daniel, foi profissional até 2008 e chegou a ser top 100 nas duplas, trabalhando como treinador do irmão mais novo depois de pendurar a raquete. Uma de suas características mais marcantes é a altura, com 2,03 metros, não por acaso ganhando o apelido de “Girafa”.
Seu primeiro torneio como profissional foi em 1999, chegou a ser o 273º do mundo em simples em 2005, mas foi nas duplas que Melo brilhou demais, entrou no top 100 pela primeira vez em 2007 e a partir de então foi se estabelecendo como um dos principais duplistas do mundo. Ele se tornou o primeiro brasileiro a atingir o topo do ranking de duplas e o segundo no geral desde o começo da Era Aberta, algo que até o momento apenas ele e Gustavo Kuerten conseguiram.
Além de liderar o ranking por 26 semanas entre 2015 e 2016, estreando como número 1 do mundo no dia 2 de novembro de 2015, tirando os irmãos Bryan da ponta depois de um domínio de mais de uma década, Marcelo também colecionou títulos e chegou pelo menos às semifinais em todos os Grand Slam, conquistando dois deles. Ele levantou primeiro a taça de Roland Garros em 2015, ao lado do croata Ivan Dodig, e depois faturou o tradicional torneio de Wimbledon, em 2017, junto com o polonês Lukasz Kubot.
Kubot é disparado o parceiro com quem o mineiro teve mais sucesso, vencendo 15 títulos junto com o polonês, mais do que o dobro do segundo colocado, Dodig (6). Melo também teve sucesso em parcerias 100% nacionais, conquistou cinco títulos com André Sá, seu principal parceiro no momento em que se afirmava entre os melhores duplistas do mundo, de 2007 a 2009, venceu mais quatro ao lado de Bruno Soares, com quem jogou diversos confrontos de Copa Davis, ficando cinco anos sem perder na competição, e na reta final de carreira levantou uma taça junto de Rafael Matos.
Além dos dois títulos de Grand Slam, ele foi vice-campeão de Wimbledon em 2013 (com Dodig), do US Open em 2018 (com Kubot) e do ATP Finals em 2014 e 2017. Já em duplas mistas, foi vice-campeão de Roland Garros em 2009, com a norte-americana Vania King. Melo disputou até então 25 confrontos pela Copa Davis, somando 20 vitórias e apenas 6 derrotas. Ele também defendeu as cores do Brasil nos Jogos Olímpicos em quatro oportunidades, fez sua estreia em Pequim 2008 com Sá, depois esteve ao lado de Soares em Londres 2012 e Rio 2016 e participou de Tóquio 2020 com Marcelo Demoliner.
No total, foram até então 38 os títulos de primeira linha conquistados por Marcelo e mais de 600 vitórias. Desde que venceu seu primeiro ATP, em 2007 ao lado de Sá, no saibro do Estoril, ele venceu títulos em todas as temporadas seguintes, exceto 2021. Foram dois os anos de maior sucesso para o mineiro em número de troféus, erguendo seis em 2015 e 2017.