Natural de Santa Cruz do Sul, a gaúcha Niége Dias teve uma carreira brilhante e meteórica, disputou apenas cinco temporadas no circuito profissional e encerrou a carreira com apenas 22 anos. O pouco tempo que competiu foi mais do que suficiente para que ela colecionasse feitos e conquistas, chegou a beirar o top 30, terminou quatro temporadas no top 100 e ficou 168 semanas nesta faixa de ranking.
Tudo aconteceu de uma forma muito rápida para Niége, que começou no tênis com oito anos e aos 12 anos já tinha sido vice-campeã do Orange Bowl. Aos 13 já disputava a chave juvenil dos Grand Slam jogando em Wimbledon. Venceu o Sugar Bowl e foi novamente vice do Orange Bowl antes de seu último ano como juvenil, em 1984, quando fez quartas na grama do All England Club e teve a mesma campanha no saibro de Roland Garros. Naquele mesmo ano também deu seus primeiros passos no tênis profissional.
Na primeira temporada como profissional, em 1985, já ocupava um lugar entre as 70 melhores do mundo, com apenas 18 anos. Jogou Wimbledon, Roland Garros e US Open pela primeira vez. Seu melhor desempenho nos Grand Slam foi em 1989, quando foi até a terceira rodada em Paris. Foi uma vez à segunda rodada em Londres (1986) e uma em Nova York (1987). Nunca viajou para disputar o Australian Open.
A primeira conquista em WTA da curta carreira veio em 1987 no Guarujá, batendo Patrícia Medrado na final. No ano seguinte, levantou mais uma taça, superando a argentina Bettina Fulco na decisão de Barcelona. Além de conquistar seu segundo título, a temporada de 1988 ficou marcada como aquela em que atingiu seu melhor ranking de simples, a 31ª colocação. Nas duplas, levantou uma taça em 1986, com Medrado em São Paulo, e teve como maior marca o 89º lugar.
Niége defendeu o Brasil na Billie Jean King Cup por quatro anos e acumulou 14 confrontos, somando 24 partidas, com 12 vitórias e 12 derrotas no geral (7 em simples e 5 nas duplas). Decidiu deixar as quadras em 1989, não queria mais viver o circuito profissional e optou por ter uma vida comum.